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MUSEU ARQUEOLÓGICO DE ARARUAMA

Se você não conhece então precisa conhecer o Museu Arqueológico de Araruama. Se trata de uma instituição municipal, fundada em abril de 2006, e está situada na sede da Fazenda Aurora, prédio este tombado pelo INEPAC, por ser um belíssimo exemplar da arquitetura civil do século XIX, em estilo Neoclássico, datada de 1862.

O principal objetivo para a criação do museu e o resgate e a valorização da cultura das populações pré coloniais, que deixaram um importante legado arqueológico na região.

Região dos Lagos

Atualmente o Museu não conta com o acervo que foi encontrado nos sítios da região, estando este preservado no Museu Nacional no Rio de Janeiro, por ainda não ter condições estruturais para abrigá-las. Desta maneira, a história é contada por meio de painéis, imagens e visita monitorada.
Em meados do século XIX, a fazenda prosperou por ocasião do surto cafeeiro na região, tão rápido quanto o seu declínio e desaparecimento mais ou menos em 1885, devido à supremacia do café paulista cultivado no Vale do Paraíba. Araruama chegou a contar em meados do século, com dois portos lacustres: Mataruna e Capitão, pelos quais escoava sua produção de café, milho, açúcar até Cabo Frio através do Canal do Itajurú, de lá sendo transferido para navios, que levavam a carga até o Rio de Janeiro.

A Fazenda Aurora, é um antigo prédio residencial, fundada pelo português Francisco Pereira da Costa Vieira em 1862, nela falecido em 1864. Veio jovem tentar a sorte em Araruama e aqui se casou com Gertrudes Maria Custódia, natural de Araruama. O fundador da fazenda deixou-a de herança para sua filha, vindo a passar de geração a geração até 1968, quando foi vendida a Valdemar Torres e no ano seguinte (1969) ao Almirante Tito Evandro Ribeiro de Noronha França.

Museu Arqueológico de Araruama

Em 1998, a fazenda foi adquirida pelo empresário Oscar Magalhães, vindo o edifício a ser Tombado junto ao INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), em 2001 e desapropriado pela Prefeitura de Araruama em 2004, dando início ao processo de restauração do mesmo, inaugurando em 2006 como o Museu Arqueológico de Araruama.

A fazenda mantém ainda o engenho e senzalas, e a casa-grande, em estilo neoclássico, preserva pinturas murais (trompe l’oeil) e trabalhos em estuque. Através de painéis e fotos, o Museu Arqueológico conta a história da ocupação da região pelos índios Tupinambás até serem dizimados.  O acervo descoberto no  sítio arqueológico de Morro Grande encontra-se no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

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