Iguaba Grande é um município da Microrregião dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 22º50’21″ sul e a uma longitude 42º13’44″ oeste, estando a uma altitude de dezoito metros. Sua população estimada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística foi de 22 199 habitantes.

“Iguaba” é um termo de origem tupi que significa “lugar da enseada de água”, através da junção dos termos ‘y (“água”), kûá (“enseada”) e aba(“lugar”)[6].

História

O distrito de Iguaba Grande, que pertencia a São Pedro da Aldeia, foi criado pela Lei 2 161, de 8 de junho de 1954, tendo se emancipado por intermédio da Lei Estadual 2 407, de 8 de junho de 1995, pelo então prefeito Rodolfo José Mesquita Pedrosa.

Está situada na Região Leste do Estado do Rio de Janeiro, conhecida oficialmente como Região dos Lagos. É dotado de praias atraentes com águas calmas e transparentes, ensolaradas durante quase o ano todo.

No dia 13 de março de 1994, cerca de 94 por cento dos eleitores foram às urnas concordando com a emancipação do distrito. A votação popular para determinar a separação político administrativa de Iguaba Grande foi de grande importância para a Região dos Lagos.

O novo município é mais um a reivindicar soluções para problemas que a municipalidade não consegue resolver. Iguaba Grande possui diversos bairros e povoados, e um grande número de loteamentos e condomínios (a tendência é crescer mais ainda). O censo realizado em 2000 peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística registrou a existência de 15 052 moradores fixos.

Iguaba possui 54 km² de extensão territorial. Limita-se com os municípios de São Pedro da Aldeia e de Araruama e está ligado a Niterói pelaRodovia Amaral Peixoto, da qual dista 119 quilômetros e 139 quilômetros da Cidade do Rio de Janeiro. Outra opção é pela Rio-Manilha, através daBR-101, passando por Rio Bonito e Araruama, tendo acesso ao percurso que serve a Iguaba Grande, na moderna estrada da Via Lagos.

Considerada privilegiada por sua tranquilidade e belezas naturais, Iguaba Grande atrai veranistas e assíduos freqüentadores, que desfrutam dos recantos pitorescos, possuindo uma boa estrutura de serviço com pousadas, hotéis, restaurantes e campings.

A capela está situada em frente à praia, na Rodovia Amaral Peixoto, no quilômetro 96, entre residências e casas comerciais. Assemelha-se ao tipo mais simples das capelas jesuíticas, obedecendo ao estilo típico da época. Construída com argamassa, óleo de baleia, pedras e conchas.

Além da reforma feita por Bento José Martins na primeira metade do século XIX, a pequena igreja sofreu, em 1972, uma segund, que descaracterizou o seu interior.

Registra-se, também, como marco inicial as centenárias palmeiras plantadas em frente ao Colégio Estadual Doutor Francisco de Paula Paranhos, que, pela altura e beleza, destacam-se na paisagem. Suas sementes são levadas por turistas brasileiros e até mesmo do exterior.

Assinala-se ainda que havia no tempo das antigas fazendas, um porto batizado com o nome de “Madeira” devido ao grande carregamento deste material e que se localizava no hoje denominado Morro de Governo. O carregamento da madeira e de gêneros alimentícios era feito pelos escravos e transportado por barcos e carro de boi, para Massambaba e outras localidades. O comércio local era abastecido por tropas de burros. Os lavradores vinham a cavalo comprar roupas e comestíveis e só pagavam quando chegava o tempo das colheitas. A pesca, por sua vez, era feita em rústicas canoas e os pescadores tocavam uma corneta para anunciar o desembarque do pescado.

Como toda cidade pequena do interior, Iguaba Grande também tinha sua estação de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Fundada em 15 de maio de 1915, transportava passageiros e cargas, de Niterói a Cabo Frio e vice-versa. Alguns vagões ficavam parados perto da praia, onde hoje é o Condomínio das Garças.

Para armazenar água potável, a população utilizava-se de água de poço e da chuva, depositadas em cisternas domésticas e latas. O serviço de abastecimento encanado só veio em 18 de abril de 1978, após a fusão do estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, na administração do Governador Faria Lima.

Iguaba Grande não possuía iluminação pública e somente por volta de 1940 é que a Prefeitura de São Pedro da Aldeia implantou o sistema, utilizando óleo diesel. A manutenção do gerador era feita por um funcionário, e logo que começava escurecer ele ligava o motor, desligando-o às 22 horas.

O bairro de Igarapiapunha foi uma antiga fazenda que pertência ao fazendeiro Francisco Cunha que até hoje tem filhos,netos,bisnetos e etc que moram na cidade. Existe uma rua com o nome do fazendeiro Fancisco Cunha e nesta rua moram alguns filhos,netos e Bistenos dele.

Geografia

Clima quente e úmido, registrando temperatura média de 23°C. Situa-se às margens da Lagoa de Araruama.